A construção civil brasileira entra em 2026 diante de um cenário de ajustes econômicos, inovação tecnológica e novas exigências regulatórias.
As principais entidades do setor, como CBIC, SindusCon e ABCP, apontam que o próximo ano será de crescimento moderado, mas com grandes oportunidades para quem investir em produtividade, industrialização e sustentabilidade.
De fato, acompanhar as tendências da construção civil para 2026 é essencial para construtoras, incorporadoras, engenheiros e investidores que buscam se posicionar estrategicamente diante das transformações do mercado.
Perspectiva econômica do setor: o que dizem CBIC e SindusCon
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) projeta um crescimento de 2,3% no PIB da construção civil em 2025, ritmo que pode desacelerar levemente em 2026 devido à manutenção dos juros elevados.
Segundo a economista-chefe da entidade, Ieda Vasconcelos, a Selic alta continua sendo o principal obstáculo à expansão dos investimentos e ao crédito imobiliário.
O SindusCon-SP e a FGV também revisaram para baixo as expectativas: o crescimento previsto caiu para 2,2%, refletindo uma economia mais lenta, inflação persistente e crédito caro.
Mesmo assim, o setor segue resiliente, com mais de 3 milhões de empregos formais em meados de 2025 — o maior número desde 2014.
Apesar da cautela, o mercado mantém otimismo moderado. Se a Selic recuar para 12% até o fim de 2026, como alguns economistas projetam, o crédito poderá destravar novos empreendimentos.
Em outras palavras, o próximo ano deve ser de ajustes, mas também de oportunidades para quem estiver preparado.
Programas e investimentos que impulsionarão o setor
Um dos grandes motores de crescimento até 2026 é o conjunto de investimentos federais e privados em infraestrutura e habitação.
O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê R$ 1,3 trilhão em investimentos até 2026, com foco em rodovias, saneamento e urbanização. Já o programa Minha Casa, Minha Vida 2026 deve injetar R$ 345 bilhões na construção de moradias populares, movimentando toda a cadeia produtiva.
De acordo com a Firjan, o setor deve receber R$ 696 bilhões em investimentos até 2026, metade deles voltados à habitação social. Isso significa milhares de novas obras, empregos e demanda crescente por cimento, aço e sistemas construtivos industrializados.
No mercado privado, o crédito segue sendo o principal desafio. Contudo, medidas anunciadas pelo governo — como o novo modelo de financiamento imobiliário com teto de juros em 12% a.a. — prometem maior acesso ao crédito habitacional e impulsionamento dos lançamentos a partir de 2026.
Industrialização e inovação construtiva: o avanço das paredes de concreto

A industrialização da construção é uma das tendências mais sólidas para 2026.
Segundo a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), o sistema de paredes de concreto consolidou-se como tecnologia dominante em empreendimentos de habitação popular.
Essa solução combina velocidade, precisão e redução de desperdício, permitindo obras três vezes mais rápidas do que o sistema de alvenaria tradicional. Além disso, garante melhor controle de qualidade e padronização, aspectos essenciais em programas de larga escala como o Minha Casa, Minha Vida.
Conforme estudos setoriais, o uso de paredes de concreto saltou de 8,7% das obras em 2013 para mais de 12% em 2016, e continua em crescimento constante.
Em 2026, o desafio será expandir a industrialização também para outros segmentos — por exemplo, edificações comerciais, infraestrutura e obras públicas — combinando produtividade e sustentabilidade.
Além disso, tecnologias emergentes como impressão 3D em concreto e construção modular começam a ganhar espaço, abrindo caminho para um novo paradigma de eficiência no canteiro de obras.
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Digitalização e transformação tecnológica
Outro eixo fundamental entre as tendências da construção civil para 2026 é a digitalização dos processos.
A adoção de BIM (Building Information Modeling), softwares integrados de gestão e monitoramento em tempo real cresce de forma acelerada.
Empresas que investem em planejamento digital, controle financeiro e integração de dados conseguem reduzir custos e prazos — fatores críticos num ambiente de juros altos.
Segundo o SindusCon-SP, a transformação digital é indispensável para manter a competitividade. Startups e construtechs vêm oferecendo soluções para gestão de obras, produtividade e sustentabilidade.
Em síntese, 2026 será o ano em que digitalizar processos deixará de ser diferencial e passará a ser obrigação.
Sustentabilidade e COP-30: o novo eixo do desenvolvimento
A COP-30, realizada em Belém em 2025, reforçou o compromisso do Brasil com a descarbonização da construção civil.
A CBIC e a CNI têm liderado ações para adaptar o setor às exigências ambientais, estimulando práticas como redução de emissões, eficiência energética e economia circular.
A indústria cimenteira, por exemplo, investe em coprocessamento e cimentos de baixo carbono, enquanto o Ministério dos Transportes passou a exigir obras com menor emissão de CO₂ em concessões rodoviárias. Isso favorece soluções sustentáveis, como o pavimento de concreto, mais durável e eficiente energeticamente.
Além disso, cresce o interesse por sistemas em madeira engenheirada (CLT e wood frame) e por materiais recicláveis.
A agenda ESG também ganhou força: em 2025, a CBIC lançou o Prêmio de Responsabilidade Social para reconhecer boas práticas ambientais e sociais no setor.
Acima de tudo, 2026 será o ano em que sustentabilidade e produtividade caminharão juntas.
As construtoras que se adaptarem às novas exigências ambientais estarão à frente do mercado.
Reforma tributária e mudanças regulatórias
A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a Reforma Tributária, alterando profundamente o ambiente de negócios da construção civil.
O novo modelo — baseado nos impostos IBS e CBS — unificará tributos e exigirá maior formalização e controle digital das operações.
Segundo a CBIC, o setor precisará se adaptar rapidamente, revisando precificação, contratos e modelos de contabilidade.
Embora a simplificação traga benefícios de longo prazo, haverá um período de transição que exigirá suporte técnico e atualização de sistemas.
A digitalização tributária também se tornará obrigatória, o que reforça a importância de adotar sistemas de gestão integrados e auditáveis.
Assim, empresas que se prepararem desde já poderão minimizar riscos e garantir conformidade com a nova legislação.
2026 será o ano da consolidação e da estratégia
Em resumo, as tendências da construção civil para 2026 apontam para um setor mais digital, industrializado e sustentável.
Os desafios, como juros altos e transição tributária, coexistem com grandes oportunidades geradas por investimentos públicos e avanços tecnológicos.
Empresas que adotarem planejamento estratégico, inovação e sustentabilidade estarão melhor posicionadas para crescer em um mercado cada vez mais exigente.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre tendências da construção civil em 2026
- Qual será o principal desafio da construção civil em 2026?
O principal desafio será equilibrar produtividade com sustentabilidade, em meio a juros ainda altos e mudanças tributárias. - Como a Selic influencia a construção civil?
Taxas elevadas encarecem o crédito e reduzem novos lançamentos imobiliários, mas a expectativa é de queda gradual até 2026. - A parede de concreto continuará em alta?
Sim. O sistema consolidou-se como solução industrializada ideal para habitação popular e obras de grande escala. - O que muda com a reforma tributária?
Empresas precisarão adaptar processos contábeis e fiscais para atender ao novo modelo de IBS/CBS e digitalização obrigatória. - A sustentabilidade será obrigatória nas obras?
Cada vez mais, sim. Licitações e financiamentos públicos tendem a exigir comprovação de práticas ambientais e ESG.